O número de participantes dos “grupos de rock” foi aumentando e outros locais para shows foram surgindo

Na primeira metade dos anos 90 os bares eram os mais frequentes pontos de encontro das bandas. Uma figura conhecida no meio e que frequentava esses “os points” era o Eduardo Lehr, que tocava na banda Juke Box e também trabalhava num estúdio, onde gravava a maioria das bandas que apareciam. “Eu comecei a tocar na época do coletivo underground, que se reunia com os skatistas todos os dias na Praça da República para trocar ideias e se atualizar com novas bandas, novos sons. Era uma interação bem interessante”. O número de participantes dos “grupos de rock“ foi aumentando e outros locais para shows foram surgindo como o Peça Bis, Cine MT, Casa da Cultura e também o Buffet Itália.

Em paralelo, o Movimento Anarquista Universitário (M.A.U) estava bastante ativo nas mãos de suas três principais figuras, Glauco, Erick e Solange, que promoviam ações da cultura anarco-punk e confecção de zines, sustentavam um grupo de estudo e lideravam reuniões periódicas que aconteciam no R.U (Restaurante Universitário da UFMT) e na Praça da Boa Morte, no centro da cidade. Mas não eram o único grupo que atuava na UFMT e a turma do Movimento Underground Cuiabano (MUC) também juntava bandas, do pop ao extremo. Foi em um desses eventos que o publicitário e videomaker, Neto Gabiru, conheceu a galera e começou a frequentar os eventos, logo em seguida também como musico.

Chegou de Campo Grande/MS e 1988 e cinco anos depois entrou na UFMT.“Quando conheci a galera, o Guinho – que é tatuador – era o presidente do MUC. Tinham shows que rolavam no Clube Feminino, Circus Pub e mais tarde no Cafuá. E ainda tinha umas festas lá no prédio onde hoje funciona a fisioterapia da Unimed, na Av. do CPA, e shows lá perto do Sesc Arsenal – que na época estava fechado e abandonado”, conta, e continua. “Ai me juntei a uma turma que fazia festas com rock ao vivo, éramos – eu, Ivomar Reis, Jomar Brittes, Bruno Bini, Joubert, Glaucos Luís, Zunga – Los Cucarachos… Um grupo de alunos sem ligação ideológica com nenhuma corrente ou partido, que fazia sátira aos embates políticos dentro do campus, seja pro DCE ou pra Reitoria”, relembra Gabiru.

Nesse mesmo grupo, outro inquieto e cheio de vontade de movimentar mesmo era o publicitário Jomar Brittes, que tinha montado sua primeira banda, o Homicídio, em 1992, mas que já participava como público dos shows desde 1988. “Na inicio de 90 tinha o Bar do Léo, o Chico Total, o Obelix… A Prefeitura criava uns eventos, misturava as bandas, os estilos, era bem interessante. Um dos projetos mais bacanas dessa época era o Sexta-Feira na Praça, na Praça da República. Várias bandas tocavam e sempre lotava”, diz Jomar, que além da banda Homicídio, também tocou na banda Blokeio Mental e agora é integrante da banda Sr Infame.

Texto publicado originalmente dia 27 de novembro (clique aqui para ampliar)

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